17 de fevereiro de 2007

sexta-feira, 6 de julho de 2007

- Sim... Do que falávamos? Da historinha?
- Isso, isso! Vamos continuar...
- Eu estava de um lado, e você do outro. Eu estava pensando em você, mais você nem sabia que eu existia... só estava pensando em suas manobras de patins*
- Mas eu sempre sentia que faltava algo em minha vida. E sabia que lá no horizonte tinham as respostas para as minhas perguntas.
- E então, todos os dias você ia pra esse lugar refletir, pensar na vida... E encontrar o que faltava pra ela ser completa.
- Imaginava você nas nuvens, só via uma franjinha, e um sorriso lindo.
- E você achou a solução?
- Achei! Meio que sem querer...
- Então diga-me.
- Um dia, lá passando, cheguei a conclusão que tava perdendo tempo, e sabia que o que eu mais queria estava lá, do outro lado, porque não ir logo ao encontro dessa felicidade!? Então FUI! Fui até ela de canoa, mas a canoa furou, e afundou, tive que nadar, não desisti, nadei, nadei, lutei contra um Boto cor-de-rosa, ganhei, e fui cada vez mas rápido. Finalmente cheguei do outro lado, lá estava você, eu sabia, tinha certeza, achei o que me faltava! Estava completo, deu friozinho na barriga, fui até você, te olhei nos olhos, nem falamos nada por alguns segundos, sorrimos de um jeito mais que especial, e então nos beijamos, com os olhos bem apertados!
- Então, depois, se olharam felizes, não acreditando naquilo, passaram horas e horas conversando, e passeando de mãos dadas, até o anoitecer...
- Ele falou o que sentia, e das coisas que lhe fizeram ir até ela.
- Isso... E ela ficou muito feliz ao saber que ele enfrentou um Boto, e nadou contra a correnteza para vê-la... Conversaram muito tempo, riam e se divertiam, que o tempo passou e eles nem perceberam. Ela e ele tinham que se despedir e ir pra casa, seus pais já estavam preocupados, mas nenhum dos dois queria ir, e de coração partido se despediram...
- Fazer um final feliz?
- Claro que sim;
- Ele teve que nadar tudo de volta, coitado.
- Mas ela disse, que se algum dia ele à quisesse, ela ia ficar lá, esperando por ele, o dia que ele fosse novamente atravessar e nadar contra e correnteza.
- Ele percebeu que tudo ficou claro em seus olhos, e o que ele queria era que tudo desse certo. E falou: “tudo está ao nosso alcance”.
- E ela respondeu: claro que está, tudo é possível!
- Então, ele foi para sua casa, e fez de suas aventuras uma rotina, então conquistou a família da “guria”. E depois de toda dificuldade de conquista da família, eles puderam viver esse amor, o amor mais sincero e verdadeiro que já existiu. Fizeram tudo no tempo certo, e assim puderam viver a cada dia de suas vidas uma nova paixão pela mesma pessoa que estava do seu lado. Sempre apaixonados...
- E a cada dia que passava esse amor aumentava. E assim eles faziam que cada dia que esse amor durasse que fosse eterno, e procuravam aproveitar ao máximo.
- E esse amor era o combustível de suas vidas.
- E assim ficaram juntos o tempo suficiente pra ser inesquecível!

Fim.

1 escritos:

Júnior Borges disse...

Uma vez eu fiz uma música mais ou menos no molde desse texto.
Me acompanha...