Um Sábio Entre Gigantes

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Um sábio gigante que conseguia alcançar os céus, assistia de cima tudo o que acontecia em baixo dos seus pés. Olhava do alto - pela janela de sua casa, nas nuvens - aquela confusão que acontecia: eram as formigas. Todo dia olhava aquelas formigas amontoadas, sem organização... Não entendia porque aquilo acontecia, então o gigante pediu para um amigo mágico que era seu vizinho e morava na casa das nuvens à sua frente que o transformasse em uma formiga. Nem se preocupou em fazer perguntas sobre a tal transformação e suas conseqüências, queria logo saber porque as formigas viviam daquele jeito.
Chegando lá em baixo ficou assustado com aquela confusão e caos. Umas comandavam e outras obedeciam, umas seguiam outras e outras eram seguidas, umas trabalhavam muito e outras não faziam nada, umas falavam alto e brigavam e outras se calavam e abaixavam a cabeça, muitas se amavam e outras continuavam solitárias. Percebeu que não eram formigas, eram pessoas iguais a ele, só que menores. Não gostou de ficar ali, preferia a tranqüilidade e calmaria do céu, mas era tarde demais, não tinha como falar com seu amigo mágico pois ele estava há milhares de metros acima. Tentou chamá-lo várias vezes pelo seu nome, mas foi em vão, poderia ficar ali até a eternidade e sua voz a chamar nunca ia alcançar os céus.
Frustrado e conformado, resolveu que iria ser uma formiga tal qual elas eram. Quando de repente escuta uma voz soprada no vento, que dizia:
- Não é porque você agora é formiga que deixou de ser gigante. Olhavas tudo de longe e não conseguias entender o que se passava, agora que estás da altura das formigas e observando tudo de perto, continue a olhar de cima como um gigante, mas olhe agora para frente. Sábios sempre são sábios, e conseguem enxergar alto de onde quer que estejam.

2 escritos:

Solitude disse...

Olha, não é porque você foi morar em Portugal que vai ser burra como os portugueses. Não pare de ler! hahahaha
=***

Heitor Cardoso disse...

bem, entedo o seu ponto de vista, mas eu proprio nao digo - e por vezes abomino - o discurso `erudito`, cheio de palavras dificeis e sem clareza. Certo. `Escrever com o sentimento`. Sentimentos sao coisas indiscritiveis e por vezes nao cognicisveis. Há muito mais por trás da arte. A arte nao deveria ser (pois assim o é nesses dias) um instrumento usado para exteriorizar devaneios e outros frutos do intelecto humano. A arte e a sociedade tem muito mais em comum. Uma soma que as partes responsaveis por esta tarefa insistem em diminuir. Sentido. O problema gira em torno do sentido, da necessidade e do Bem. Mas enfim, nao espero que ninguem compreenda.