Elipses Contidas

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

- Você é muito chato.
- Você me ama!
- E você?
- Eu te amo... E você?
- Você já respondeu por mim.
- Então é verdade?
- O quê?
- Que você me ama...
- O que você acha?
- Eu acho que ama.
- Então... você já sabe...
- Mas queria ouvir você falar...
- Te amo, amor.
- Também.
- Também o quê?
- Te amo, haha.



Molduras Por Todos Os Lados

domingo, 16 de dezembro de 2007

Queria poder ver seu sorriso a cada manhã ensolarada, só para iluminar e alegrar meu dia. Queria ouvir a todo instante tua risada gostosa, que faz cócegas em meus ouvidos. Queria ser a tua felicidade, queria te fazer sorrir, e que a cada sorriso que se emoldurasse em seu rosto, eu os pregaria na parede de meu quarto, e assim, quando a tristeza por tua ausência se abatesse sobre mim, eu olharia para todos os teus sorrisos emoldurados na parede e sentiria a tua presença, na tua ausência, e logo a felicidade voltaria pra mim, porque mesmo distante eu saberia que ainda tenho você.



My Everything

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Você,
Minha admiração, minha proteção, my heroine.
­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­
Heroína,
Meu amor, minha droga, my addiction.
­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­
Adição,
Meu complemento, meu porto seguro, my mate.
­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­
Morte,
Minha solidão, meu desemparo, my end.

Blackout

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Faltou luz.

Rapidamente aquela imensidão escura
tomou conta de meus olhos, breu.

Porque a luz demorava tanto pra chegar?
Quanto mais eu queria, mais ela demorava.

Naquele silêncio ensurdecedor,
na companhia da solidão, na ausência da luz,
que minha visão fatigada e acostumada com
a escuridão começava a distinguir coisas,
e a escuridão parecia ficar clara.

Foi ficando claro...
Tudo claro diante dos meus olhos,
mesmo na escuridão ainda há luz,
mesmo na profunda escuridão
que surgiu a luz, pra mim.

Assim, fez-se a luz.

Vendedor De Flores

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Ó senhorita, venha apreciar!

Flores de todas as cores,
Flores para todos os amores:
Flor amarela para jovem mais bela,
Flor azul para as gurias do sul,
Flor cor-de-rosa para moça dengosa,
Flor roxa para a pequena garota coxa,
Flor branca para uma mulher franca

- E a flor vermelha? - pergunta a linda senhorita.
- Receba deste que lhe aconselha.

Manual de Instruções

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

É engraçado a maneira que ela encara as coisas, ela diz que não se importa, mas a verdade é que ela se importa muito. Dá uma de durona, mas na verdade é sentimental demais. Vive com um sorriso no rosto, talvez pra disfarçar a tristeza nos olhos. Ela vive brincando, brinca de se entregar, brinca de inventar, brinca de fazer acontecer, brinca de apaixonar. Só sabe brincar... Ela já é quase uma mulher, mas ainda não perdeu a essência da criança que existe dentro de si. Ela sonha, sonha tão alto que às vezes é preciso de um choque de realidade pra saber que aquilo ainda não é pra ela. Ela não pensa em desistir, apesar de saber que vão ter muitas provas a cumprir, isso é só conseqüência de saber viver, é só deixar-se acreditar...

Pensamentos Soltos

sábado, 10 de novembro de 2007

É, eu estava um tempo distante, tirando o foco do meu pensamento pra outros horizontes. Mas nem sempre eram bons horizontes, ficar muito tempo sem escrever me deixa mal. Os pensamentos me atormentam como se pedissem urgentemente para eu expô-los, e quando não faço isso eles continuam a tirar-me algumas noites de sono, e só vão embora quando outros pensamentos tomam conta de tudo.
­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­

o deseq­­­­­­uilíbrio. o pranto. a angústia. a queixa.

a insegurança existencial. a solidão. a morte.

­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­ ­ ­­­

Essa seqüência impregnava-se em um profundo medo de estar vivo, de ser finito, de ser punido. Descobrir-me transitório, inconstante, só me leva à temer as conseqüências futuras de meu espírito.