Um Verbo: Amar

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

- Posso te falar uma coisa?
- Claro, pode falar
- Eu te amo
- Ahn?
- ...
- Como assim?
- Qual a parte do "eu te amo" você não entendeu?
- Me desculpe, mas eu não entendo o que você diz...
- , eu te amo. O que sinto por você é amor!
- Mas, mas... o que é o amor?
- Você só pode tá brincando comigo, ?
- ...
- Não há como descrevê-lo, só você sentindo... Como você não sabe o que é o amor? Ninguém nunca disse que lhe ama?
- Não...
- Não é possível! Eu descobri esse amor em mim, só pra você, como alguém não descobriu isso antes? Você é maravilhosa...
- Desculpe, gostaria de saber pra não lhe ver com essa cara de decepção...
- Tudo bem... o amor nem sempre é recíproco.
- Porque não? Será que é o mesmo que sinto por você?
- O amor é complicado, às vezes a pessoa que você ama, ama outra pessoa, ou não sabe amar. Me fala o que você tá sentindo nesse momento...
- Um aperto no coração, e ele tá meio acelerado, uma sensação de leveza e bem-estar, como algo que me impulsionasse.
- É, é por aí!
- É como se eu quisesse quebrar essa pequena distância entre nós...
- O que mais?
- É uma coisa boa dentro de mim, como se eu me desprendesse do mundo e só desse atenção pra você, invadida por felicidade e emoção, te querendo sempre por perto.
- É isso, é isso! Você também tá sentindo!
- Tô? Sério?
- Sim!
- E agora o que eu faço?
- Põe o "também" depois do que eu havia lhe dito.
- O "também"?
- Isso.
- Eu te amo também. Assim?
- É, assim...

:)

Feito Pipoca

domingo, 3 de agosto de 2008

É como um grão de milho

De repente a chama acende

Pipocando dentro de mim

Pronto pra explodir

Não é preciso sal

É elevado o nível de açucar

Adoçando meu coração


Fazendo da minha vida canção

.


Termômetro

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Meu amor é um termômetro
De intensidade variável

Às vezes te amo muito
Às vezes te amo menos

Levando essa inconstâcia
A partir de encantos e desencantos

E se um dia eu morrer de amor
Saiba que tive uma convulsão.

Tempo ao Tempo

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Ah tempo, o que fazem contigo?
Por que te encarregam com serviços?
Por que transferem a culpa para ti?

“O tempo cura tudo”
“O tempo é quem dirá”
“Vamos dá um tempo”
“Deixa o tempo passar”

Não, não e não!
O tempo não faz nada, e que bom que não faz.
Que bom que você ta aqui, que bom que nada mudou...

Só o tempo.

Campo de Batalha

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Soldados se foram
Só tenho a mim
Estou fracassando
Covarde! Covarde!
Não quero me render
Não posso me entregar
Meu escudo está amassado
Essa guerra já feriu demais
Quantas feridas serão preciso?
Meu corpo dói, pede por abrigo
Já estou fraca demais pra lutar...

Eternos Amantes

domingo, 8 de junho de 2008

É fácil perceber sua chegada

Chega devagar, de mansinho

Entra no meu corpo fugaz

Meu coração acelera

Bate de acordo com sua batida

O prazer é imediato

Esqueço do mundo lá fora

E quando acaba, continua

Permanece no meu pensamento

E é assim, que faz de mim

Sua eterna amante: música!



Doce à Mar

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Uma casual torrente me arrastou

E fui tomada por uma onda de felicidade

Me retirou das fatigadas profundezas

Me levou à superfície

De águas turvas que não me faziam enxergar

Me fez ver o lindo dia que fazia

E me fez ver que as águas sempre vão rolar

E que essa onda não se desfaça tão cedo.